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“Atividade Física não é tudo… Mas tudo é nada sem Actividade Física”

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Ácido Láctico. O que é???

Publicado por Ricardo Fonseca em Abril 21, 2008

Engana-se quem acredita que a dor muscular que aparece no dia seguinte a alguma actividade física mais intensa seja provocada pelo acumular de ácido láctico.

De acordo com o fisiologista Turíbio Leite de Barros — um dos maiores especialistas em medicina desportiva –, o fenómeno não tem nada a ver com intoxicação das células pela substância, mas sim com um quadro inflamatório dos tecidos musculares, causada por esforço físico intenso ou por movimentos bruscos e não habituais — que podem estar presentes no quotidiano até no acto de segurar uma criança ao colo –, esse tipo de dor muscular é comummente atribuído ao ácido láctico. Um erro cometido por leigos e por quase todos os profissionais da saúde.

Não que a associação do ácido láctico a dores relacionadas à actividade física seja errada, ele tem o seu quê de culpa. Porém, estudos recentes descobriram que a substância é eliminada do organismo cerca de duas a três horas depois do término do exercício.

Portanto, o ácido láctico seria responsável apenas pelas sensações imediatas, durante e logo após a actividade, como explicou o fisiologista. “Ardência e dor aguda momentânea são acções do ácido láctico e causam dor de efeito imediato.”

Nos sintomas manifestados no dia seguinte e até 72 horas depois da prática física, os verdadeiros responsáveis seriam os chamados micro traumas, que desencadeiam um processo inflamatório no organismo cerca de 24 horas após a actividade. O efeito seria causado pela liberação da enzima CK na corrente sanguínea, a partir do rompimento de membranas celulares presentes nos músculos.

Segundo o fisiologista, que desde 1986 actua no São Paulo Futebol Clube, as dores decorrentes dessa lesão química — importante para desportistas e pessoas que buscam o crescimento muscular — pode ser amenizada com a administração de vitaminas e minerais. A suplementação, segundo Barros, protegeria os músculos dos traumas do exercício intenso ao impedir o rompimento das membranas celulares a partir da neutralização dos radicais livres.

“Quanto mais exercício o indivíduo faz, mais radicais livres no organismo e maior a necessidade de antioxidantes”, disse.

Para prevenir as dores seria necessário, então, alimentar o organismo com compostos que ele não produz e que dificilmente conseguimos suprir somente por meio das refeições. O consumo de vitaminas e minerais nas dosagens recomendadas seria, de acordo com o fisiologista, a melhor resposta para combater o problema. “Se for possível neutralizar os radicais livres, o quadro de dor vai melhorar, sem impedir o remodelar dos músculos.”

 

 

________________________________________________________________________________ref. bibl.

www.educacaofisica.com.br
G1 – Ciência e Saúde/ Online – Fisiologia – 08/11/2007
Carla Ferenshitz Do G1, em São Paulo

 

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